As vespas podem ser consideradas, em determinadas circunstâncias, insetos benéficos. Os ninhos desenvolvem-se durante a Primavera e o princípio do Verão e as obreiras saem em busca de larvas, restos de carne e pescado para alimentar as suas larvas. Desta forma, ajudam a controlar as pragas de insectos e a decompor cadáveres. As obreiras preferem carbohidratos ricos em energia que obtêm a partir de frutas e do néctar das flores. Podem actuar como polinizadores, ainda que seja impossível que sejam tão eficazes como as abelhas que produzem mel.

Em geral, as vespas são vistas como um incómodo ou uma ameaça para a saúde. Pensa-se que se alimentam de fruta como por exemplo, maçãs, pêras e ameixas. São consideradas necrófagas e propagadoras dos danos causados por outras pragas e enfermidades.

A necessidade de reunir madeira para construir ninhos significa que as vespas podem danificar os componentes da madeira em edifícios, as cercas e o mobiliário de jardim.

As vespas são especialmente incómodas nos finais do Verão, quando as obreiras se tornam exímias na recolha de alimentos proteicos para os juvenis e podem dar ‘rédea solta’ à sua paixão pelo doce como as marmeladas e os xaropes. Podem causar incómodo ao entrar em cozinhas, padarias e outros estabelecimentos onde se manipulam produtos aromáticos doces. Podem contaminar os alimentos e causar incómodo ao picar as pessoas. Em sítios com alta densidade de vespas, que constituam uma ameaça geral, pode chegar-se ao término da produção nos locais de trabalho. O que preocupa as pessoas é a capacidade das vespas fazerem picadas dolorosas. Alguns acidentes de viação inexplicáveis devem-se à distracção dos condutores na presença de vespas. Não são particularmente agressivas. As vespas são sociáveis e picam para defender os seus filhos. A agonia é o resultado da infecção provocada pelo veneno na vítima através do ovipositor modificado nas fêmeas. À diferença das abelhas a vespa pode retirar o ferrão da vítima. O veneno é hemolítico, hemorrágico e neurotóxico. Contém também histamina que provoca equizema, inflamação e manchas negras na pele. As picadas da vespa na garganta podem provocar obstrução respiratória. Por outro lado, podem ter efeitos tóxicos directos e provocar debilidade, dificuldades respiratórias, vómitos, diarreia e em determinados casos, urticária. Estes sintomas podem aparecer somente depois de um ataque massivo. O principal perigo é o risco de choque anafiláctico que pode provocar a morte em consequência de várias picadas ou apenas de uma. Os sintomas, que podem ocorrer rapidamente, incluem também transtornos respiratórios, debilidade, exantema pruriginoso, inflamação da cara e vómitos acompanhados de dor abdominal, espasmos ou diarreia. Deve-se solicitar assistência médica imediata em caso de suspeita de choque anafiláctico. As picadas podem ser tratadas com uma compressa fria ou com o recurso a cremes anti-histamínicos aplicados durante um período de 20 minutos. Convém aplicar ainda um creme anticéptico adequado ao tipo de pele para evitar infecções.